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quarta-feira, 7 de julho de 2010

:.. Aquarela Rutilante de Frida



"Algum tempo atrás, talvez uns dias, eu era uma moça caminhando por um mundo de cores, com formas claras e tangíveis. Tudo era misterioso e havia algo oculto; adivinhar-lhe a natureza era um jogo para mim. Se você soubesse como é terrível obter o conhecimento de repente - como um relâmpago iluminado a Terra! Agora, vivo num planeta dolorido, transparente como gelo. É como se houvesse aprendido tudo de uma vez, numa questão de segundos. Minhas amigas e colegas tornaram-se mulheres lentamente. Eu envelheci em instantes e agora tudo está embotado e plano. Sei que não há nada escondido; se houvesse, eu veria."

Na data de ontem, há mais de um século, nasceu Frida Kahlo, artista que viveu a frente de seu tempo, feminista, mulher guerreira e extremamente forte, sempre suportando as muitas adversidades, defensora dos direitos humanos, orgulhava-se de sua mexicanidade e tradição cultural, bateu de frente com a reinante americanização. Morreu aos 47 anos de embolia pulmonar, entretando há a suspeita de que tenha sido suicídio.

Nem o google esqueceu de prestar homenagem a esta artista de fama internacional, despertando diretamente minha curiosidade para saber mais fundo sobre sua vida pessoal e artística. Fiz diversas pesquisas em livros e na internet, descobrindo que sabia bem pouco sobre ela. Por isso não resisti e deixo agora com você um pouco deste universo misterioso, intenso e real. Dividirei esta homenagem em alguns posts, mostrando desde a infância até sua morte, percorrendo fases marcantes de sua vida.


Azul, cor da vida pessoal e familiar

Em 06/07/1907, nasce Magdalena Carmem Frida Kahlo(batizada como Frieda, que mais tarde mudou a grafia para Frida), em Coyoacán, antiga zona residencial da Cidade do México, dentro de uma casa pintada com paredes azuis. Seus pais tinham se apaixonado na joalheria La Perla, onde ambos trabalhavam. O jovem Guilhermo havia chegado da Alemanha, por causa de desentendimento com seu pai, e no lapso de poucos anos já enviuvara, ficando com duas filhas. Além disso era judeu de nascimento e ateu por convicção. Matilde era uma mãe alegre, devotada a religião católica e analfabeta. Mas teve uma grande idéia que persuadindo seu pai fotógrafo a emprestar uma câmara ao marido. Então genro e sogro saíram fotografando diversos pontos de arquitetura indígena e colonial do país. Mais tarde ganhou o cargo de ilustrador do governo mexicano, e pode montar um estúdio.

Em 1913, quando ela tem seis anos contrai poliomelite que afeta diretamente sua perna direita, deixando mais curta e fina, ficando nove meses de cama. Passou a ser reconhecida pelas crianças da vizinhaça como: Frida Kahlo a pata de palo (Frida Kahlo a perna de pau)! A partir disso ela começou a usar calças e depois, longas e exóticas saias, que vieram a ser uma de suas marcas pessoais. Com o apoio do pai, ela começa a praticar esportes incomuns para uma menina: futebol, boxe e natação.

Isto seria a primeira de uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que sofre ao longo de sua vida.

Ao contrário de muitos artistas, Kahlo não começou a pintar cedo. Embora o seu pai tivesse a pintura como um passatempo, Frida não estava particularmente interessada na arte como uma carreira. Seu desejo maior era medicina.

Em 1922, ingressa na Escuela Nacional Preparatória. Faz muito amigos, mas seus verdadeiros companheiros, são aqueles com quem ela compartilha uma atitude irreverente, mesclando um pouco de socialismo romântico e nacionalismo, formando-se o grupo chamado "cachuchas", com cinco rapazes e dua moças.

Conhece Diego Rivera, na escola, quando pintava seu primeiro mural, La Creacion, no anfiteatro Bolívar, marcando uma nova interpretação de suas experências européias. Desde então, gritava aos quatros ventos que iria ter um filho com Rivera, e ficava as escondidas admirando-o enquanto pintava. Nessa época ele já tinha uma companheira chamada Lupe Marín.

Apaixonada por Rivera, faz seu primeiro poema "Recuerdo" que logo é publicado. Por outro lado, na mesma época torna-se noiva do companheiro cachucha, Alejandro Gómez Arias.

Em 1925, a família passa apertos econômicos, e Frida com 18 anos precisa contribuir com a renda familiar, trabalhando numa farmárcia, numa fábrica e depois como aprendiz numa tipografia junto com um amigo de seu pai, e segundo o próprio noivo, Frida tem uma aventura com este amigo sueco com quem ela aprende sobre gravuras aproximando-se da arte, e também mantém uma aventura com uma bibliotecária da Secretária de Educação Pública. Alejandro acaba se distanciando dela, que insistemente, suplica seu retorno.

No mesmo ano sofre um terrível acidente de trânsito na Cidade do México. Na tarde de 17 de setembro de 1925, Alejandro e Frida entram num ônibus com destino a Coyoacán. Frida lembra que perdera sua sombrinha nova, e voltam para achá-la, minutos depois pegam um novo ônibus, já com a sombrinha em mãos, e na mesma rua sofrem uma colisão com um bonde elétrico, fazendo o ônibus explodir em mil pedaços.

Outro dia terá a continuação desta postagem. Então é bom ficar de olho e visitar sempre o blog. Enquanto isso, poderá assistir o vídeo do youtube que narra sua história em seis parte. É só seguir a sequência.




5 comentários:

Twister 8 de julho de 2010 05:43  

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Eae beleza Rascunho

Bom indiquei VC a receber 2 Selos

pega no meu blog

http://os-manos-loucos.blogspot.com/2010/07/selos.html#comments

Valews

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Ana Lucia Nicolau 9 de julho de 2010 18:39  

Oi Andrea,realmente faz tempo que não nos visitamos....
obrigada pelo convite para escrever uma postagem no seu blog, mas, o assunto que você quer tratar é sobre área que eu não atuo, por isso não me sinto a vontade para escrever...de qualquer forma, obrigada.
Quanto ao tema dessa postagem, realmente ela foi uma notável artista....
abs

Liipee 9 de julho de 2010 21:03  

gostei gostei..
mas claro, não vou esperar..
vou ja gogglar e procurar saber sobre a historia dela..
gostei do post.

:*

Ana Lucia Nicolau 10 de julho de 2010 00:46  

Oi Andrea, acho interessante falar sobre direito de família (alimentos, guarda de filho etc) , se quiser, passe seu email pelo contato de meu site (http://www.analucianicolau.adv.br/#?link=contato) para trocarmos idéias sobre o texto.
abs

Liipee 10 de julho de 2010 09:38  

"Pensamentos livres nos levam a pensamentos confusos."
você disse essa frase no meu blog, deu uma confusão agora.. fiquei pensando, e se realmente o fato de eu pensar tanto em ser confuso não são os pensamentos livres?
bom , não quero pensar muito, vou ler seus posts.
:)

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"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." (Fernando Pessoa)