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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Convite para ouvir e ver Maysa


Não poderia deixar de escrever sobre esta mulher que viveu de uma forma singular. Ela deixou sua marca e seu estilo para sempre gravados na música popular brasileira. Tinha perfil de mulher avançada para a época, por isso lutou e muito pelo seu sonho que era ser artista.

Sua biografia será retratada na mini-série: Maysa - Quando Fala o Coração, na TV Globo dia 05/01/09, dirigida pelo seu filho Jayme Monjardim. É bom conferir na telinha para compreender melhor a vida intensa desta mulher.

Maysa nasceu em São Paulo, numa família tradicional do Espírito Santo que logo se mudou para o Rio de Janeiro. Em 1937, tranferiram-se para Bauru, no interior paulista. Logo depois, mudaram-se novamente para a capital. Mesmo fixada em São Paulo, a família ainda mudaria de endereço várias vezes.

Casou-se aos dezoito anos com o empresário André Matarazzo, 22 anos mais velho e membro da tradicional família Matarazzo; da união nasceu Jayme Monjardim, diretor de telenovelas e cinema, que foi criado pela avó e, posteriormente, num colégio interno na Espanha.

Separada de Matarazzo (1959), que se opôs à carreira musical, teve relacionamentos com o compositor Ronaldo Bôscoli, o empresário Miguel Azanza, o ator Carlos Alberto e o maestro Julio Medaglia.





Antes mesmo de se casar, cantava em festas íntimas de amigos, compunha e tocava piano. Só depois que nasceu seu filho se dedicou à música gravando: "Convite para Ouvir Maysa", em quatro volumes, entre 1956 e 59, pela RGE, com os sucessos "Ouça", "Adeus" e "Meu Mundo Caiu". Tornou-se uma estrela, para desgosto da família do marido, e separou-se pouco depois, ficando abalada e deprimida com o fato. Suas músicas, já tradicionalmente de "fossa", tornaram-se ainda mais melancólicas, o que pode ser facilmente observável apenas pelo título de alguns de seus maiores sucessos: "Felicidade Infeliz" (Maysa), "Solidão" (Antônio Bruno), "Bom dia, Tristeza" (Adoniran Barbosa/ Vinicius de Moraes), "Tristeza" (Haroldo Lobo/ Niltinho), "Ne Me Quite Pas" (Jacques Brel)e "Bloco da Solidão" (Jair Amorim/ Evaldo Gouveia). Mudou-se para o Rio em 1960, quando gravou o disco "O Barquinho", um marco da bossa nova, acompanhada pelo embrião do Tamba Trio, e passou a gravar e excursionar por outros países, animada principalmente por Ronaldo Bôscoli, seu namorado na época. Com uma vida sempre agitada por casos amorosos e problemas com bebida, Maysa gravou alguns dos discos mais importantes da bossa nova e da música romântica brasileira. Seus sucessos incluem "Meditação" (Tom Jobim/ Newton Mendonça), Dindi (Jobim/ Aloysio de Oliveira), "Se Todos Fossem Iguais a Você" (Jobim/ Moraes).

Além de cantar também gostava de representar e fez trabalhos em novelas e teatros.

Sua vida foi repleta de altos e baixos. Ela amou demais e tudo que fazia exagerava nas emoções. Uma mulher complexa e intensa. E uma frase sua define bem o que sentia na época: "Eu só digo o que penso, só faço o que gosto e aquilo que creio. E se alguém não quiser entender e falar, pois que fale".

O uso de álcool e moderadores de apetite deixavam seu temperamento instável. Supõe-se que o efeito de anfetaminas teria provocado o acidente de carro que a matou na ponte Rio-Niterói em 1977.


E você que está lendo um pouco de Maysa, já ouviu alguma música cantada por ela?




8 comentários:

Márcio Proença 5 de janeiro de 2009 09:27  

Andrea, tudo bem? Sou Márcio Proença e estive fazendo uma pesquisa para postar em meu blog algo em torno da cantora Maysa e acabei acessando o seu blog através do Google. Realmente está muito bom o seu trabalho. Parabéns!Li seu texto e tomei a liberdade (caso descorde, retiro a postagem em meu blog) de postá-lo em meu blog, porém faço referência, crédito ao seu blog e a você. Espero que goste da idéia. A Maysa foi/é uma grande cantora do nosso país que tem memória curta. Bjs. Coloquei seu blog na lista dos meus prediletos.
Márcio Proença
adm. do blog SOMBARATINHO (http://sombaratinho.blogspot.com)

MARCOS LEITE(O POETA DA VIDA) 5 de janeiro de 2009 12:01  

obrigado pelo convite!

vou assistir com maior prazer!

tenha um bom dia!

MARCOS LEITE(O POETA DA VIDA) 5 de janeiro de 2009 12:07  

ah!obrigado pela visita,volte sempre!pois sua presença sempre será especial para mim!

tenha um feliz ano novo!


tenha uma linda segunda-feira

Morango com leite condensado 6 de janeiro de 2009 02:24  

Olá!!! Obg pelo convite!!! Vou assistir sim. Essa é uma minissérie que vale a pena ser vista.

Andrea, tem um selo pra vc no morango!!!

Bjos

Márcio Proença 6 de janeiro de 2009 11:54  

Andréa, bom dia !!!
Muito obrigado pelo apoio dado. Ontem assisti à minissérie da Maysa. Realmente o trabalho da Globo está de parabéns. A Globo quando quer fazer algo realmente bom faz mesmo. Acredito que essa seja uma das grandes produções já feita na tv brasileira. Fiquei observando o trato dado ao texto... excepcional!!!. Quanto a postagem, vi que estava mesmo faltando uma longa parte. Refiz a postagem e agora está completa em meu blog. Resolvi também postar alguns discos da cantora e agora porocuro um vídeo para ilustrar ainda mais minha singela homenagem a essa grande artista que poucos na faixa etária sabem curtir. Tomei conhecimento do trabalho da cantora paulistana ainda quando criança, através de meus pais, sendo assim, conheço boa parte de sua discografia. Aqui termino dizendo que a gente precisa ouvir mais a nossa música e cultuar ainda mais aqueles que já estão esquecidos pela grande mídia. Creio que a Maysa seja retratada de agora em diante com mais respeito em nosso meio artístico brasileiro e que nossos jovens possam desfrutar e se informar não só da arte dela, mas de grandes ícones da nossa música.

Um grande abraço

Márcio Proença

Deka Silva 6 de janeiro de 2009 12:18  

Ainda bem que a Globo começou a gravar essas séries com as conatoras e assuntos nossos!
Pois essas emissoras que só reproduzem seriados dos EUA não dá!

Maysa foi/é tudo de bom!

Henrique Costa 9 de janeiro de 2009 09:38  

andrea...c tem msn??

injetrom@hotmail.com

Henrique,

Vitaminas e Sais Minerais

Mário Júnior 28 de janeiro de 2009 23:07  

Não vi Maysa, não me interessei.

Sendo honesto, não conhecia nada da obra dela até essa série ser anunciada, depois de 30 anos de sua morte.

Mas vi Capitu e fiz uma sequência de críticas, capítulo por capítulo, lá no blog, quando da sua exibição.

Vi que você tem um blog pra falar de televisão também. Como jornalista, me interessa muito ver críticas às produções televisivas. :)

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:: Frases para Refletir ::

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." (Fernando Pessoa)